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30 Out

2022

Carros eléctricos? Sim ou ainda não?

Carros eléctricos? Sim ou ainda não?

Quase toda a gente com quem falo sobre automóveis, acaba inevitavelmente por surgir em tema de conversa a questão dos carros movidos com baterias elétricas. Os que não têm dúvidas já compraram, mas muitos (e bem) ainda estão cheios de dúvidas e interrogações. De facto, a propaganda feita pelos governos e incentivos são mais que muitos, e a julgar pela informação que nos entra pelos mídia e anúncios automóveis, já todos teríamos comprado um carro elétrico se pudéssemos.

Mas, será que a infra-estrutura e rede de abastecimento tem acompanhado as vendas de carros que já circulam? Compensa na carteira ao nível económico? E a questão ambiental?

Irei tentar cingir-me a factos e constatações quotidianas que estão ao alcance de todos para tentar ser o mais esclarecedor possível. É do conhecimento geral que a rede de abastecimento é escassa na maior parte dos países, exceptuando alguns países Nórdicos nomeadamente a Noruega que por curiosidade é um dos maiores produtores de petróleo , mas se calhar por isso tem a capacidade de investimento para assegurar uma rede de abastecimento elétrico que assegure a transição. É por isso normal que tenhamos de ter alguma sorte para conseguir abastecer o carro num dos poucos pontos de carregamento espalhados pelo país, isto, se houver respeito entre condutores de retirar o veículo quando está carregado e não o deixar como muitos fazem por tempo indeterminado a ocupar o espaço. A baixa autonomia relativa destes veículos associada a alguma demora no abastecimento da bateria, acentua este problema da falta de infraestrutura de Rede de Postos de carregamento, pois é de facto insuficiente . Isto sem falar nas férias ou nalguma viagem para locais fora da nossa zona de conforto onde será mais incerto a existência de pontos de carregamento sem fazer uma pesquisa na Web ou nalguma “app” para o efeito.

A nível económico, se tiver possibilidade de instalar um ponto de carregamento em casa, irá conseguir grandes poupanças face ao preço dos combustíveis fósseis. Caso more numa habitação sem essa possibilidade não pense fazer “puxadas” pela janela pois irá ser multado provavelmente e depender de rede pública de carregamento já irá compensar muito menos, pois são várias as taxas e taxinhas que irão acrescer na factura. Não esqueça que paga sempre mais em relação a um motor de combustão, por isso só a partir dos 120.000km é que compensará o esforço financeiro, pois no final de vida da bateria, muitas vezes a sua substituição ultrapassa o valor corrente da viatura.

Quanto à questão ambiental, é a mais delicada pois é baseada nessa questão que todo o investimento tem sido feito nesta área. O grande problema começa logo quando colocamos a ficha na tomada, no caso português, cerca de metade da energia que usamos vem de combustíveis fosséis. Apenas daqui a 10 anos é que Portugal terá cerca de 80% de energia abastecida na rede proveniente de fontes renováveis. Acresce que ainda não há solução para as baterias automóveis em fim de vida, estão-se a acumular em autênticos cemitérios de baterias. Para finalizar, os estudos Geológicos apontam para uma escassez de Lítio em 2035 ao ritmo a que se produzem baterias actualmente.

Resumindo em termos económicos, após o investimento inicial, compensa a médio prazo no consumo diário de energia. Em termos ambientais ainda dará muito que falar por via da pegada carbónica que implica todo o processo de construção e vida útil de um veículo destes.

Alternativas ou o que esperar do futuro ninguém sabe, mas atentos ao que dizem as grandes marcas automóveis o motor de combustão ainda tem muita vida pela frente, pois existem desenvolvimentos de combustível sintético com emissão poluente zero, ao mesmo tempo que se continuam a desenvolver esforços para o motor de combustão movido a hidrógenio.

 

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