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30 Ago

2022

Descapotáveis para o Verão?

Descapotáveis! Capricho ou Diversão?

A não ser que tenha um excelente ar condicionado em casa, um Verão (bastante) quente faz apetecer sair, procurar lugares frescos, perto de qualquer coisa com água, seja rio, lago ou mar. Só estar perto da água já nos ajuda a refrescar, quanto mais não seja, há probabilidade de maior humidade no ar e este estar mais fresco. Mas deixemo-nos de conversa sobre o tempo (até parece que estamos no elevador com o vizinho), passemos ao que interessa e falemos de automóveis. O Verão seria de pensar que casaria de imediato com uma opção automóvel descapotável mas na experiência que tive, nem por isso, se não repare ou experimente e verá que levar com sol de chapa e ar quente na cara durante uma viagem, não é assim tão agradável.


No meu percurso automóvel tive o prazer de lidar durante algum tempo com 3 descapotáveis: o campeão de vendas dos descapotáveis Mazda Mx-5 1.8 de 2000; o Porche Boxster 2.5 e o mais discreto Volkswagen EOS com capota rígida. Experiências de condução totalmente diferentes, sendo o Mazda de longe o mais divertido com a sua tracção traseira a fazer lembrar um brinquedo de luxo para nos divertir numas escapadas de fim-de-semana, ainda que a sua capacidade de bagagem não seja grande, é suficiente para duas malas de cabine; o Porsche Boxster ainda que não seja o mais potente dos seus irmãos de marca é de longe o mais desportivo e seguro nas curvas destes três; e o EOS sendo a opção intermédia com muito conforto, alguma potência, mas menos divertido (em vários aspectos) do que os dois anteriores.


Ao adquirir o MX-5, cometi o enorme erro de dispensar o equipamento do Ar Condicionado nos extras, o qual fez muita falta em muitas situações. Abrir a capota no Verão não é solução para refrescar, que o diga na minha deslocação à praia da Figueirinha onde fiquei parado 2 horas num engarrafamento na estrada da Serra da Arrábida e devo ter perdido mais de metade da água que tinha no corpo. Além do calor, não soprava uma brisa nem que fosse ligeira, simplesmente para (nunca) esquecer. A seguir a essa traumática experiência, fui de imediato nos dias seguintes ao concessionário pedir a instalação do Ar Condicionado.


Então afinal, se somos um país de Sol, não deveríamos ter um grande número de descapotáveis no nosso parque automóvel? Pelas razões que falei anteriormente talvez não. Curiosamente um dos países com maior tradição em descapotáveis é a cinzenta e desprovida de Sol, Inglaterra.
Alguns dos meus melhores passeios em descapotáveis no nosso país, foram feitos no Outono e até no Inverno com a “chauffage” ligada, a qualquer hora do dia desde que não chovesse, mas até com ligeiros salpicos, a deslocação do carro quase que permite que não nos pertubem o prazer da estrada.
Resumindo, um descapotável não será um carro de primeira opção, a não ser que seja ainda um(a) solteirão(ona) alheia a algum desconforto que estes veículos proporcionam para o dia-a-dia ou longas viagens, mas sim um carro de 2a ou 3a opção se a carteira permitir ter na garagem um veículo desta natureza para dias especiais. Se o dinheiro não lhe fizer falta vale muito a pena considerar um brinquedo destes, caso contrário, contente-se com um tecto de abrir panorâmico ou simplesmente abrir a janela. Ah! Já me esquecia, se gosta de atrair atenções, um descapotável tem quase sempre esse efeito.

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